“Falta” de Desejo Sexual e Perda da Libido

“Falta” de Desejo Sexual e Perda da Libido

Outra queixa muito comum tanto nas consultas em sexologia quanto na terapia de casal é a “falta” de desejo sexual por parte das mulheres. Nas situações em que se descartam possíveis problemas hormonais, efeitos colaterais de medicamentos ou tratamentos médicos, a estimulação sexual inadequada e questões envolvendo o relacionamento com o (a) parceiro (a) é muito recorrente na nossa prática clinica. Colocamos a palavra “falta” entre aspas no titulo deste post, porque no geral as mulheres que atendemos tem desejo sexual, libido, mas estes estão pelas razões mencionadas acima não estão sendo estimulados corretamente ou a pessoa não está se permitindo vivenciá-lo. Vale ressaltar que uma disfunção será caracterizada se traz algum sofrimento clinicamente significativo para a pessoa. Se tem um relacionamento tem que avaliar se a disfunção sexual gera danos aa relação e como isso afeta o (a) parceiro (a). E nestes casos, a ajuda de um profissional pode ser muito útil para a manutenção da sua sexualidade e do relacionamento.

OBS: A AVALIAÇÃO DE UM PROFISSIONAL É SEMPRE ESSENCIAL PARA UM DIAGNÓSTICO SEGURO, CONFIÁVEL E POSTERIOR TRATAMENTO. AS INFORMAÇÕOES ABAIXO SÃO DE CARÁTER INFORMATIVO.

Transtorno do Interesse/Excitação Sexual Feminino (De acordo com o DSM-V) se caracteriza pela ausência ou redução significativa do interesse ou da excitação sexual, manifestada por pelo menos três dos seguintes:

  1. Ausência ou redução do interesse pela atividade sexual.
  2. Ausência ou redução dos pensamentos ou fantasias sexuais/eróticas.
  3. Nenhuma iniciativa ou iniciativa reduzida de atividade sexual e, geralmente, ausência de
    receptividade às tentativas de iniciativa feitas pelo parceiro.
  4. Ausência ou redução na excitação/prazer sexual durante a atividade sexual em quase todos ou em todos (aproximadamente 75 a 100%) os encontros sexuais (em contextos situacionais identificados ou, se generalizado, em todos os contextos).
  5. Ausência ou redução do interesse/excitação sexual em resposta a quaisquer indicações sexuais ou eróticas, internas ou externas (p. ex., escritas, verbais, visuais).
  6. Ausência ou redução de sensações genitais ou não genitais durante a atividade sexual em quase todos ou em todos (aproximadamente 75 a 100%) os encontros sexuais (em contextos situacionais identificados ou, se generalizado, em todos os contextos).

Com frequência, o transtorno do interesse/excitação sexual feminino está associado a problemas para experimentar o orgasmo, dor sentida durante a atividade sexual, atividade sexual pouco frequente e discrepâncias no desejo do casal. As dificuldades de relacionamento e os transtornos do humor também são frequentemente características associadas ao transtorno. Expectativas não realistas e normas sobre o nível “adequado” de interesse ou de excitação sexual, juntamente com técnicas sexuais pobres e falta de informações sobre sexualidade, podem também ser evidentes em mulheres diagnosticadas com transtorno do interesse/excitação sexual feminino. A última condição, assim como crenças normativas sobre o papel dos sexos, são fatores importantes a serem considerados.

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Marcelo S Lima

Marcelo S Lima

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